quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cigarros, bebidas e chicletes.*

* Observação: O texto é baseado em um poema homônimo que escrevi em 2006. Como tenho vergonha de publicar meus poemas, transformo-os em texto e os publico para quem quiser ler. Aprecie:

Enquanto me embebedo a ponto de dizer toda e qualquer verdade, aguardo a entrada dele por aquela porta velha do bar. Sei que é besteira pois acabamos de brigar, mas minha mente esperneia e me obriga a ficar. Desisto de rimas tão bobas enquanto acendo um cigarro e peço uma dose de vodka pura. O garçom me olha estranho enquanto diz que isto não é hora de uma garota beber sozinha. Ele nem imagina que antes do seu turno começar, o motivo para toda esta bebedeira me deixou, enquanto eu ainda lhe falava.
Pago a conta e masco um chiclete, já que o cheiro do álcool exala e afasta qualquer pessoa que se aproxima de mim, enquanto sorrio boba, segurando as lágrimas. Vou em direção ao carro e me assusto ao vê-lo me esperando. Talvez seja somente uma alucinação proveniente de todas as bebidas que ingeri. Mas não, não é uma mentira! Ele vem ao meu encontro, me toma em seus braços e me beija apaixonadamente. Ouço uma crítica boba por causa do meu paladar:
-Cigarros, bebidas e chicletes, péssima combinação!
Sorrio enquanto procuro palavras para formular alguma pergunta sobre qual é o motivo da sua presença. Ele me abraça, diz que me ama e que nunca mais me deixará.
E mais uma vez eu caio em seus braços. Mais uma vez acredito em suas palavras. Novamente me engano com a atmosfera romântica do momento, e acredito que fomos feitos para durar.