domingo, 28 de novembro de 2010

O poder da palavra.

Você já desejou algo com toda a sua força e fé, e a conseguiu? Já correu atrás de algo e, quando conseguiu, sua alegria ficou bem clara para todos que te conhecem? Existe uma sábia frase que diz que quando desejamos algo com todo o nosso coração, o universo conspira ao nosso favor. E eu acredito nisso. Acredito também no poder do retorno. Tudo aquilo que você deseja pra alguém, retorna três vezes maior para você.
Viu como essas frases são inspiradoras? Você até se animou quando leu o primeiro parágrafo. Mas é pra se animar mesmo! Pra sorrir até pra aquela vizinha chata que reclama do seu gato. Essas frases te fazem refletir. E, talvez, quem me dera, consiga mudar um pouco seus sentimentos e te traga uma ar mais feliz e puro para respirar. Porquê tudo o que precisamos, ás vezes, pode ser apenas uma palavra de incentivo, de coragem: "Vai lá, pode ir que é seguro! Aguenta firme, você vai conseguir! Segue teu coração!"
Mas as palavras também podem te fazer mal, te entristecer, te machucar profundamente. Nada pior do que uma palavrada na cara. Um tapa, depois de algum tempo, a dor cessa. Mas e uma palavrada? As palavras machucam o que não tem remédio que cure, gelo que encoste. As palavras machucam o coração. Pode passar anos, você pode esquecer fotos, lugares, mas aquela palavrada fica ali, intacta. Como se nada pudesse cicatriza-la.
Por isso, desde sempre, temos que ter a delicideza do que magoa, e do que pode ser levado na brincadeira. Tem coisas que, para você, não são nada mais do que uma piada, mas aquilo pode magoar tanto uma pessoa, que seria impossível trazer aquela pessoa de volta ao que era antes. Ser sincero, não é sinônimo de inconveniente. Mais uma frase inspiradora: "antes de atirar a flecha da verdade, molhe sua ponta no mel". Não me perguntem de quem é, só sei que é um provérbio chinês que li num livro do Paulo Coelho.
Mas não quero falar de frases inspiradoras, mas sim do cuidado que devemos ter ao falar com alguém. Já fiz uma pessoa chorar com palavras que, para mim, não passavam de uma brincadeira entre amigas. No momento achei que fosse drama, pedido de atenção. Quando o tempo passou, tive a certeza que eu deveria ter sido mais delicada, e parar no primeiro pedido. Enfim, cuidado com o poder das palavras, elas sempre voltam pra você.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A solidão e suas consequências.

Eu vim falar sobre a solidão. Sobre sentir-se só. Sobre querer ser só.
Eu vim falar de coisas do fundo do coração, que não consigo compartilhar.
Quando você descobre que sozinha você pode se tornar melhor, ou pode até se divertir, ter alguém do seu lado, dividindo as situações e conversas bobas, acaba se tornando inútil. E tudo o que você antes precisava de alguém para fazer, hoje faz sozinha, e com o pé nas costas.
Durante muito tempo achei que isso era minha forma de escapar do mundo, de querer parar de quebrar a cara com amizades que sumiam como fumaça. E acabei me acostumando. Isso acabou virando a minha marca registrada. As pessoas que ainda não abandonei, me descrevem como "antissocial". Mas será que eu sou mesmo?
De vez em quando, me pego pensando que na verdade sou sociopata. Uma das várias características dos sociopatas é o grande talento de escrever. Sinto que me encaixo neste quesito. Mas, eu também não gosto de pessoas. Já me magooei muito, e quero distâcia. Me apego e elas sempre acabam me magoando. E não, eu não sei perdoar, muito menos esquecer. E não adianta correr disto, dá uma chance, ou qualquer coisa do tipo. Não vai funcionar!
Meu interior criou uma barreira pra qualquer pessoa que tente se aproximar. E eu nem ligo mais. Em alguns momentos, o que eu mais queria era poder ter alguém pra dividir esses sentimentos. Mas aí, depois do segundo gole de vodka, ou qualquer bebida mais forte, eu esqueço todo o meu sentimentalismo e volto a ser fria como um pedaço de gelo.
E eu cansei! Cansei mesmo de ser deixada e de deixar as pessoas. Eu só queria que algo durasse. Que eu pudesse ter um ombro amigo, uma conversa mais séria, e pudesse contar tudo o que se passa nesse meu interior caótico sem medo do que a pessoa vai pensar de mim.
Mas eu desisto fácil. E não vou ficar procurando por algo que eu sei que é impossível encontrar. Já desisti da palavra "amizade". Sempre volto a ficar sozinha...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

#ForeverAlone

Acho incrível a forma com que, aos poucos, fui ficando sozinha. Entendo que, talvez, minha natureza seja solitária, que eu precise ficar só para me entender, e compreender o mundo a minha volta. Porém, ás vezes, isso dói... É como um machucado recém cicatrizado que quando batemos em algum lugar, apenas dói um pouco. Ou quando tomamos uma vacina e alguém encosta ali, e a dor persiste, mas desaparece após alguns segundos.
E dói quando eu apenas queria um colo, ou palavras de incentivo, ou apenas uma conversa boba sobre o ontem, o hoje e o amanhã. Quando eu queria andar por aí, só rindo das pessoas na rua, e acabo sentada sozinha num banco de ônibus de volta pra casa. Quando eu queria contar uma novidade e só consigo contar quando já é passado. Quando eu queria contar algum pensamento sórdido, e ele acaba se perdendo no meu esquecimento. Quando eu queria ir ao cinema, e acabo vendo o filme meses depois, sozinha em casa.
Mas dizem que essas coisas são de momento. E são sim! Daqui há 15 minutos estarei novamente fria como uma pedra de gelo, ignorando qualquer sentimento que tente surgir, e pronta a bloquear a primeira pessoa que vier conversar no msn comigo. Então volto a ser aquela mesma pessoa que merece e necessita ficar sozinha. Pronta a esquecer todos esses sentimentalismos que tendem a aparecer quando está frio, ou quando me sinto carente.
Acabo me sentindo cada vez mais sozinha após escrever algo sobre esse sentimento, porquê no final eu apenas redescubro que a culpa é minha. E eu não farei nada pra mudar isso.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A simples missão de aceitar erros.

Algumas coisas poderiam ser mais simples. Como quando nos magoamos com alguém e, depois de sofrer um pouco (ou muito!), um pedido de desculpas mudaria tudo. Ou até quando nos apaixonamos e a pessoa querida não nos quer com a mesma intensidade. Ao invés de chorar, ficar triste e ignorar o mundo, poderíamos apenas tomar um café, dormir um pouco. E então, quando acordaríamos, estaríamos relaxados e com as cicatrizes curadas.
Talvez a simplicidade de certos gestos poderiam mudar uma vida. Ou então, aceitar que todos cometem erros e que não podemos fazer nada para mudar isso.
O importante é saber que certas pessoas vão estar ao seu lado sempre, mesmo após uma briga, mesmo após tanta dor causada. Algumas pessoas não se separam. Elas só se afastam para que, quando tudo voltar ao normal, fique ainda melhor. E é nosso dever nos policiar para quê ninguém se magoe mais.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os erros e a amizade.

Quando damos a alguém a condição de ser considerado um amigo, esperamos que essa pessoa faça a sua confiança valer a pena. Ás vezes isso ocorre com frequência, em outras nos sentimos inconformados com a falta de atenção, ou nos sentimentos traídos quando somos os últimos a saber de certa coisa, quando aqueles que amamos são sempre os primeiros.
Considero a pior forma de traição aquela que descobrimos ou sozinhos, ou pelos outros. É tão prefirível você falar o que está acontecendo, mesmo que seja uma coisa pequena, boba, do que descobrir do nada. É o baque junto com a decepção.
Mas acontece. E sendo sincera, na hora ficamos chateados, rola uma pequena briga, sem discussões. Cada um vai para o seu lado, sem trocar uma palavra e fica o dito pelo não dito. O que fazer a partir daí? Sim, foi algo pequeno que magou um pouco, porém rola aquela certa desconfiança. Será que é só isso que me foi escondido? E se tiver mais histórias por trás. Porém, aí que entra a memória, te fazendo lembrar dos tão poucos erros daquela pessoa, e você fica impressionada com o motivo estúpido para a briga.
E esse texto é um pedido de desculpas, não declarado. Porque, ás vezes, ficamos chateados com coisas tão pequenas, que na hora parecem o fim do mundo. Mas tudo passa, e logo ficaremos bem de novo. Afinal, o destino quando junta duas pessoas tão diferentes, é porquê não tem vontade de separa-las.

sábado, 6 de novembro de 2010

Doce Novembro.


''Chovia. Era sábado, era novembro. Atrás de qualquer palavra que disséssemos havia outras mais tranqüilas, porque tínhamos conseguido atravessar quase mais um ano inteiro...''

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Gente feia.

Eu poderia ter escrito esse texto há 5 anos atrás, quando ouvi um "você é a minha melhor amiga", e levei uma punhalada nas costas após 4 meses de amizade. Eu poderia ter escrito esse texto há uns 3 meses atrás, quando fiz um comentário sobre a falta de beleza de uma pessoa, e outra pessoa achou que era pra ela (depois te passo o link do blog por depoimento, amygha ;). Eu poderia ter escrito esse texto no começo do ano, quando fui ridicularizada após o ataque de nervosismo de uma pessoa, com um certo comentário meu. Ou eu poderia ter escrito esse texto ano passado, quando fui deixada de lado e saí como a ovelha negra da história.
Todas as situações descritas acima foram feitas por pessoas muito, muito feias. Mas não gente feia no aspecto fisíco. Mas sim, no pior lado, o interior. Gente mesquinha, ignorante e que acha que o mundo gira a sua volta. Gente que usa suas palavras contra você. Que te dizem tantas coisas que machucam, e que tentam acabar com a sua certeza de que pode-se dormir tranquila que não fez nada de errado....
Quando isso acontece te dá raiva, você diz coisas terríveis e seu punho lateja pedindo pra ser enfiado na cara de alguém. Mas quer saber? Isso passa! Passa a raiva, o desconforto. E você ri daquilo. Ri mesmo! Porquê rir alivia todas as tensões. Ou faz sexo, o que melhora mais ainda. Não importa, depois de dores na mão, dores no pescoço, e dor de garganta (por ter prendido tanta coisa), você ignora tudo isso e passa a rir das coisas que pensou, agiu e disse. Ri de ter pago na mesma moeda aquela traição. Ri de gente que achou que pisando em você ia te ter de volta, e acabou perdendo mais ainda. Ri de gente que se coça atrás de informações sobre a sua vida, e fica com raivinha quando não acha. Ri até daquele comentário estúpido sobre si que fizeram.
E sabe qual é a melhor parte? Você percebe que nem se incomoda com coisas assim. É claro que irritou no começo. Mas se falarem algo, você até faz graça e melhora a piada.
E sabe qual é a melhor parte disso tudo? Você sempre sai na melhor. Sabe a história do "prefiro ser temida do que ser amada"? Talvez seja isso mesmo. Paga pra ver. Tem gente que morre de medo e fica pianinho. Me vê, vira a cara, esconde a barriga (aquela, usada no golpe!), abaixa a cabeça (de vergonha mesmo!). Pior, tem gente que passa com ar de superioridade, e torce o pé ao tropeçar no salto imaginário quando vira a esquina. E ainda tem gente que me pede desculpas, acredita?
Mas tem cada gente estranha nesse mundo...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sobre o tempo e a sua rapidez.

Novembro chegou e trouxe todas aquelas festas de finais de anos que começamos a preparar antecipadamente. Agora, mais do que nunca, é o momento em que temos a certeza de que este ano está acabando. Pensamos como o ano passou rápido, e passa sim! Dizem que depois dos 15, os anos passam rápido. Então, seguindo este pensamento, aos 30, o ano passará enquanto você diz "feliz ano novo". Não que eu queira falar sobre idade. Eu quero sim, falar sobre a rapidez que certas coisas acontecem na nossa vida.
Vou usar um exemplo bem fácil: Há 4 anos atrás entrei no segundo grau. Quando tive minha primeira aula (com a maior vontade de sair correndo e ganhar o mundo), achei que aquela chatice ia demorar um século para acabar. E não demorou. Durou 4 anos e posso dizer que me ajudou a crescer como pessoa. Aprendi a diferenciar amigos de colegas, a saber o que falar e a quem contar. Aprendi que pessoas que você considera vão quebrar seu coração, e não importa se você ainda está machucada, ninguém vai te pedir desculpas. Aprendi também que é muito dificil encontrar um grupo que você se sinta bem. Durante 4 anos passei por diversas fases e posso, hoje, dizer que sou mil pessoas dentro de um só corpo. Demorei 4 anos pra ter a certeza do que eu queria no futuro. E descobri que o futuro é pura incerteza.
Novembro chegou, o Natal e o meu aniversário estão pra chegar. A formatura ta aí, batendo na porta, gritando e avisando que não vai demorar. O Enem já é esse final de semana. As provas pra faculdade estão chegando. E você aí, se perguntando porquê o tempo passou tão rápido. É, a vida acontece e você, se não tomar vergonha na cara, fica parado no tempo.
Novembro, seja bom com aqueles que lembro